Yo-Yo Ma

A apresentação de Yo-Yo Ma no Cultura Artística foi exuberante. É desnecessário falar sobre sua simpatia e carisma. O que chama atenção em apresentações como essa, é a diferença que pode haver entre músicos de altíssimo nível. Existe um limite separando os excelentes, os grandes instrumentistas e os fora-de-série, os pontos fora da curva. Em linguagem futebolística, craque mesmo, são poucos.

Yo-Yo Ma deixa a paixão e dedicação por tocar refletidas em seu rosto. Às vezes, é um menino dando o melhor de si, às vezes, é um senhor consciente de suas possibilidades. Tudo está revelado em suas expressões, transparentes e generosas com a música e o público. E mesmo o conjunto músico-instrumento, até por ser um violoncelo, é expressivo.

(A arrancada do terceiro movimento da Sonata em Ré menor, opus 40 de Dmitri Shostakovich, um Largo extremamente melódico e sentimental, com notas quase desaparecendo no teatro, até a entrada do Le Grande Tango de Piazolla, enquanto o público ainda aplaudia o Allegro final de Shostakovich, foi um lance de gênio).

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