Wichita Vortex Sutra


Escuto a bela Wichita Vortex Sutra, de Philip Glass. Inspirada no poema de mesmo nome escrito em 1966, enquanto Allen Ginsberg cruzava os EUA em direção a Wichita com um gravador portátil comprado com ajuda de Bob Dylan.

Ginsberg colecionou um rico imaginário de visões e sensações da América profunda. Transmissões de rádio, conversas a esmo, ruídos rurais e urbanos moldaram o texto publicado em 1972 em “The Fall of America”. Como um libelo anti-guerra, poderia ter sido escrito ontem.

A viagem ocorrida em março de 1965 foi feita, como não poderia deixar de ser, numa velha Kombi. Conduzida por seu companheiro por 3 décadas Peter Orlovsky, Ginsberg ia no banco de trás com o gravadorzinho Uher de Dylan, devidamente instalado numa mesinha adaptada. Freak no último.

Um comentário em “Wichita Vortex Sutra

  1. Um vórtex de sensações que dialogam pela subjetividade e parcialidade dos sentidos, como um bote jogado pela correnteza, não se guia, apenas se fia pelo fluxo unilateral… na neia luz de reflexos-vapor de água, compõe-se a visão, prisma carisma, aflorisma-se a vida.
    Só o piano do Philip já é demais!
    Abraço!
    Á.

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