Vinte pontos

Vinte pontos. Geraldo Alckimin vive seu inferno astral. A disparada de Lula torna quase irreversível a fatura. O quase é puro desencargo e, claro, uma brecha para um acontecimento bombástico. O fato é que a campanha de Lula é propositiva e vende um estadista. A do psdbista é ressentida e vende um prefeito do interior. A essa altura dos acontecimentos, o presidente é merecedor dessa vantagem. Foi espancado, com razão diga-se, por todos os lados, mas seu magnetismo popular e engenhosidade populista de seu governo estão bem do tamanho do que é a democracia no Brasil.
Talvez seja esse o momento de parar com essa bobagem de todos contra o instituto da reeleição. É lícito entender que se trata de um processo pelo qual o governante é eleito para um mandato de oito anos. E no meio do expediente é reavaliado pela população. Regras mais rígidas contra abusos fazem parte da aclamada reforma política. Oito anos é um período bastante razoável para que se complete um ciclo de governo.
Li, certa vez, Bill Clinton reclamando da impossibilidade, no EUA, de um presidente reeleito tentar ainda um novo mandato depois de quatro ou oito anos. No Brasil essa possibilidade existe e Lula abrirá a segunda metade de seu mandato, candidatíssimo.
Resta saber se o picolé de chuchu vai criar o estofo que lhe falta para um virada espetacular. No momento, ele só derrete.

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