Vaias

Lula ficou triste com as vaias no Maracanã. Foi covarde em não abrir os jogos. É típico de Lula, vai bem com o vento a favor e se perde sob pressão. Uma bobagem. Fosse quem fosse o presidente seria vaiado. Afinal, vaiar políticos é um esporte.

Assisti a recepção a David Beckham em Los Angeles. Quando o prefeito Antonio Villaraigosa apareceu, o público conferiu-lhe uma portentosa surriada. Demagogo e sem perder a pose, vestiu sobre o paletó a camiseta número 23 de Beckham e saiu-se com frases de efeito. Arrancou alguns aplausos aqui e acolá. Como Lula, tem carisma e sabe dominar a massa.

Villaraigosa, de origem hispânica, é um prefeito popular, indisfarçavelmente populista e tido como uma novidade progressista entre democratas e latinos. Está às voltas com um caso extra-conjugal. Largou a mulher por uma jornalista da Telemundo. Nos EUA, escândalos desse tipo podem encerrar uma carreira política. O prefeito de LA não se esconde. Anda por aí com camisetas de times, beija crianças e distribui sorrisos.

Em dólares correntes, critério do Banco Mundial, o PIB da grande Los Angeles, apenas cinco condados, equivale ao do Brasil. Triste.

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