Texas Hold’em

Escolas de inglês proliferam na China. Como dizem alguns cartazes oficiais, o inglês é o passaporte para o mundo. E como tudo por aqui, as proporções são enormes. Tudo faz parte de um movimento articulado, um objetivo da sociedade. Se hoje é quase impossível encontrar alguém falando um inglês decente, em 5 ou seis anos será corriqueiro.

Um estrangeiro encontrar trabalho numa dessas escolas, mesmo sem qualquer experiência como professor, é tarefa fácil. O salário razoável, bons alojamentos e a possibilidade de mudar de ares são atraentes para muitos americanos que vivem por aqui.

Entre eles está James t. um ex-viciado em jogo, tentando mudar de vida. Nasceu em Atlanta e lembra o ator Seth David interprentando um jogador barato num filme de segunda. Está em Yangshuó há não mais que dois meses e é professor numa escola de “inglês coloquial”. Na pequena sala, ele vai comecar sua aula. É um dia especial. Vários estrangeiros, inclusive eu, foram convidados a palestrar, sobre temas de livre escolha.
James T. escolheu o poker. Será uma aula explicativa sobre o Texas Hold’em, segundo ele, “the most popular poker game in America these days”. James T. usa todos o seu conhecimento dos meandros do Texas Hold’em, não sem antes exibir sua grande capacidade no embaralhar das cartas de um baralho novo em folha. O zunido das cartas confunde-se com o “ohhhh!” boquiaberto dos chineses.

A aula prevista para ser de ingles transforma-se num curso para crupiês. James T. demonstra seus truques, os blefes, as sacadas para ser um grande jogador de Texas Hold’em. Não sem antes mencionar que Texas é um estado americano, de onde aliás vem George W. Bush.

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