China in a box

Chinês adora um box. Nos prédios chineses, uma grande área no térreo, voltada para a rua, é reservada aos boxes. Em cada um deles um chinês vende alguma coisa. Tabaco, eletrodomésticos, mercadinho, pães, roupas. Deve haver um acordo tácito entre eles. O máximo de boxes de artigos escolares nesse prédio é tal. Quer ter o seu box, tudo bem, mas vai vender hortifrutigranjeiros.

E, claro, há os imensos shoppings fatiados por boxes feitos com divisórias. Um sem número de Standcenters se acotovelam pelas grandes cidades chinesas, justamente abrigando os boxes que vendem as bugigangas que vão ser vendidas nos boxes dos Standcenters mundo afora. Geralmente por chineses, que mesmo fora da China, adoram boxes e convencem seus vizinhos coreanos que box é um bom negócio.

A cultura do box é tão forte que os prédios mais novos, residenciais e comerciais, começam pelos boxes. E nas cidades turísticas, com o grande esforço de renovação urbana sendo feito por aqui, as ruas dedicadas ao turismo, são igualmente dividas em boxes.

Evidente, há nesse frenesi por boxes, o interesse do governo chinês em fazer de cada cidadão um micro-empresário. O capitalismo não oferece emprego para todos. Mas pode oferecer oportunidade. Dificil saber o limite de resistência de cada um desses empreendedores, no oceano de boxes da China.

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