A estrada da boiada

Uma longa de viagem de trem leva a Guilin. Da visão assustadora da estação de trem de Guangzhou ao belo sorriso da camareira, o mergulho na delicadeza perdida da China é reconfortante.
Em Guangzhou a estação de trens é compartimentada como cocheiras separando o gado. Centenas, se não milhares de pessoas, são amontadas em salões a espera de uma ordem, vinda de um guardinha estridente com seu megafone. Ao abrirem os portões, a multidão corre ensandecida rumo ao desconhecido. Sim, porque a plataforma de embarque não é previamente informada. Como numa gincana surge outro guardinha gritando em seu megafone o rumo a seguir. A turba muda de direção resignada e alcança finalmente a locomotiva.
Ao chegar nos vagões, os lugares são marcadas. Por que afinal tanta correria?

Mas é no caminho que se pode ver uma China rural, com suas plantações de arroz e cidades livres de cartazes publicitários. É apenas um intervalo temporal. Guilin é um centro comercial e turístico iluminado, com largas avenidas e calcadas convidativas. Cortada pelo rio Li Jiang e rodeada pelos diversos montes pontiagudos que caracterizam a região, Guilín é viva e dinâmica.

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