Random header image... Refresh for more!

Expo MWM em São Paulo ::: Parallel Universe

Abertura dia 23.06 das 19h30 às 23h00.
Dono de um ambicioso espírito criativo, MWM (Matt W. Moore) veio para São Paulo preparar, do início ao fim, sua primeira exibição na América do Sul. Ele chegou sem obras, sem tintas ou equipamentos e nenhum plano de como produzir essa nova série de pinturas. As ideias foram surgindo durante o processo e em suas experiências absorvendo a cultura brasileira, explorando esta megacidade, as cores vibrantes, a geometria exagerada, e os diversos angulos de sua arquitetura.

A série “Parallel Universe” de MWM explora e celebra a sua dedicação à convergência de várias disciplinas do design e da arte. As pinturas foram criadas com spray e tinta acrílica sobre tela, uma das técnicas favoritas de MWM.

Sua arte oferece desenhos muito limpos, com aparência quase digital em todos os detalhes. Uma tentativa analógica de atingir a mesma profundidade e geometria abstratas de suas obras digitais, no estilo “Vectorfunk”. O objetivo de cada trabalho é deixar os espectadores de olhos fixos na tela, perdidos na ilusão ótica, tentando descobrir o que está para cima, para baixo, esquerda e direita. Bem-vindo à selva!

®artspace Sao Paulo
POP. Rua Virgilio de Carvalho Pinto 297, Pinheiros. 05415-030 Sao Paulo. Brazil
online: www.rojo-magazine.com/sp - www.livrariapop.com.br

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

June 23, 2009   1 Comentário

Arscientia, trangressão e arrebatamento

Os anos 80 descobriram novos caminhos para o uso da Tecnologia na Arte. Nos estertores da vida offline, as possibilidades para aplicação de ferramentas tecnológicas - sobretudo video - como plataforma artística pareciam ser uma redenção ao ocaso criativo do fim do século. Poucas vezes, no entanto, essas tentativas ultrapassaram os limites confortáveis do modismo e do maneirismo.

A fórmula “Arte e Tecnologia” soa como um clichê oitentista. Como linguagem, é uma relação desproporcional. A dimensão conceitual do que seja Arte é infinitamente mais abrangente do que o que vem a ser Tecnologia. Como tal, é apenas uma ferramenta, um subgênero.

Tudo muda de figura ao confrontamos Arte e Ciência, em todas as suas dimensões. Nesse campo, há um embate intenso, criativo e, mais do que nunca, profícuo. Trata-se de uma situação sem precedentes desde o Renascimento, quando a emancipação da Ciência a levou a pontos opostos como método e prática. De um lado o caos, de outro, o rigor.

De certa forma foi o esgotamente metodológico de ambos que os faz agora escorar um no outro, numa convergência entre processos criativos elementares. Num mundo onde o valor está na troca da informação e, não em sua posse, não há grande Arte sem as tais 10.000 horas de trabalho, não há Ciência sem permissão do acaso.

Se a Ciência volta a procurar um espaço lúdico para reflexão, a Arte, por seu turno, prescinde da transgressão, um aspecto particularmente caro no século XX. Talvez o espaço trangressivo da Arte, de desgastado, seja ocupado pela Ciência. E o rigor técnico, do trabalho intenso, massivo, seja o arrebatamento da Arte no século XXI.

Serviço
Em Nova Iorque, um festival de Ciências aproveita para discutir temas como esse, em ciclos de palesrtras, debates, apresentações e concertos. Inspirado num evento similar em Genova, o Word Science Festival é uma grande feira de ciências. No primeiro ano, as filas dobravam quarteirões.

Aqui em São Paulo, depois dos belíssimos Museu da Lingua Portuguesa e do Futebol, um novo espaço dedicado à ciência promete fazer parte do calendário “passeio com crianças” para o progresso da ciência. O Espaco Catavento, um museu interativo de Ciências cujo site é ruim, mas a experiência é excelente.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

June 12, 2009   Nenhum Comentário

Cinema, arte e literatura na Guerra Civil Espanhola

detalhe de Guernica, Picasso

A Guerra Civil Espanhola foi um dos conflitos mais emblemáticos do século XX. De certa maneira, a batalha intelectual da Espanha anteveu o que viria a ser o conflito ideológico da Guerra Fria. O próprio conceito de “direita” e “esquerda” tem hoje mais a ver com o que aconteceu na Espanha do que o acontecido na Revolução Francesa, de onde se originou essa divisão.

Não custa lembrar que a Espanha dos anos 30 não era a proto-potência de hoje. A parte grandes centros urbanos, como Madrid e Barcelona, tratava-se de uma grande fazenda no meio do velho continente, de passado heróico e futuro pouco alvissareiro.

As forças de matiz intelectual em luta, dividiram famílias, terras e instituições, e atraiiram a atenção do mundo, num espaço ideológico que talvez só tenha sido ocupado pela Revoluação Cubana, 20 anos depois, já com a Guerra Fria a pleno vapor e uma então divisão do mundo mais clara, entre comunistas e capitalistas.

Com mais propriedade, ao contrário desse missivista, meu preclaro amigo e professor Alvaro Andreucci propôs-se a ministrar na UNIFIEO um curso dedicado a jogar luz sobre as valas e feridas desse período, abordando as principais características da história e da cultura da Península Ibérica.

O curso de pomposo título: CULTURA IBÉRICA: CINEMA, ARTE E LITERATURA NA GUERRA CIVIL ESPANHOLA, foi dividido em unidades temáticas:

1. Povoamento e formação da Península Ibérica até o século XV e os impérios ultramarinos;
2. Monarquia, Inquisição e a obra de Goya;
3. Antecedentes da Guerra Civil espanhola: o século XIX, camponeses, anarquistas e socialistas e o início do século XX;
4. O início da guerra e o futuro da Espanha. Filme A Língua das Mariposas;
5. A guerra civil (1936 – 1939). O mundo se volta para a Espanha: jornalistas, artistas, intelectuais e voluntários dos quatro cantos do mundo.
6. Engajamento e revolução. Filme Terra e Liberdade.
7. Desdobramentos da Guerra: política e cultura. Trechos do documentário Vale a pena sonhar.
8. Filme a definir. Conclusões e novos problemas.

Professor: Álvaro Gonçalves Antunes Andreucci é Mestre e Doutor em História Social pela USP, professor de pós-graduação na área de história do direito e metodologia de pesquisa e de graduação na área de História do Brasil República e de História Ibérica, dentre outras. Publicou os livros “O Risco das Idéias: intelectuais e a polícia política (1930 - 1945)” e “Cultura Amordaçada: intelectuais e músicos sob a vigilância do Deops”, além de outros artigos na área de história, direito e ciência política.

O curso abordou as principais características da história e da cultura da Península Ibérica de uma maneira geral. Ênfase na história da Espanha, passando pela pintura crítica de Goya e concentrando-se no período da Guerra Civil Espanhola. Foram muitos jornalistas, artistas e intelectuais que criaram obras com o intuito de discutir a amplitude e a repercussão do evento, o que proporciona um campo fértil para a discussão de temas contemporâneos, tais como: o papel da cultura na política, fotojornalismo arte e resistência, o cinema contemporâneo, movimentos sociais e a esquerda como proposta política, dentre outros.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

April 4, 2009   Nenhum Comentário

I’ve got a feeling

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

March 14, 2009   Comments Off

O humor político na TV (ou a falta dele)

O video abaixo faz parte do programa de TV “Bremner, Bird & Fortune”, no ar desde 1999 pelo Channel Four inglês. A longevidade de um humorístico exclusivamente baseado em política é reflexo do nível cultural de um país. Por toda Europa, e mesmo em Portugal e na Argentina, programas humorísticos sobrevivem anos a fio a descascar governantes de plantão e minucias do dia a dia político.

Difícil pensar algo parecido no Brasil. Nos EUA, o canal Comedy Central apresenta o ótimo “The Daily Show with Jon Stewart”, cuja bancada faz parte do roteiro de campanha de candidatos à presidência. Em 2008, foi a melhor opção para acompanhar o processo eleitoral com isenção. Aliás, o formato telejornal de Stewart é fonte de informação mais segura que qualquer jornalão impresso ou televisivo. E, claro, digna de nota é a deliciosa Tina Fey, no “SNL”, interpretando Sarah Palin. Só não foi mais engraçada que a própria Sarah.

Rory Bremner, do programa inglês Bremner, Bird & Fortune, aparece também no documentário “Viva Zapatero” da comediante italiana Sabina Guzzanti. O filme é um auto-elogio de Sabina e sua batalha contra a censura da RAI às suas interpretações, entre outros, de Silvio Berlusconi, no programa “RAIot”. O documentário homegeia o líder espanhol por ter proibido a concentração da midia eletrônica. Na Itália, com Berlusconi no poder, a concentração é escandalosa.

“RAIot” foi tirado do ar antes do primeiro episódio, por seu humor virulento, incluíndo interpretações de figurões da própria RAI. Em determinado momento, a senhora diretora da emissora estatal italiana - em close - reclama: “Sabina me fez como um vesga”. Sabina é linda, sabia que ia ser censurada e assim o quis. O problema reside no fato de, ao contrário de Palin - e parodiando ela - Berlusconi não é mais engraçado que a interpretação de Sabina. O primeiro-ministro italiano tem responsabilidades verdadeiras.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

February 4, 2009   Nenhum Comentário

Boris Hoppek, Brazil

2009-01-31

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

February 3, 2009   Nenhum Comentário

O maestro se foi. Viva o maestro!

Yan Pascal Tortelier será substituto interino diretor da Osesp. Suas apresentações no ano passado foram agradáveis surpresas, com um repertório inusitado e um jeito meio guarda de trânsito, meio Charles Chaplin. Simpático. Tem experiência e fará um bom trabalho. Pode até levar o emprego.

A saída de John Neschiling não interfere no brilhante papel feito na Osesp. Ganhou merecidamente bem para isso, justos são todos os louros e as referências que a história lhe fará. Mas não é, de forma alguma, o único responsável pelo ressurgimento da orquestra do estado de São Paulo. Sem sua nova casa, a Sala São Paulo, isso não aconteceria. Mario Covas, Marcos Mendonça e Yoshiaki Nakano, para citar apenas os que tinham a caneta para que a batuta de Neschling regesse alguma coisa, são igualmente responsáveis.

O excelente trabalho que fez não lhe dá direito adquirido sobre a instituição. É uma tradição caudilhesca acreditar num líder único e capaz para manter valores da sociedade. Uma bobagem. O maestro, pelo seu estilo, veio se desgastando para cima e para baixo. Seu contrato acabaria em 2010 e não lhe faltariam oportunidades, até mesmo na Osesp. Partiu para o voluntarismo juvenil. Não precisava disso, mesmo se tivesse razão.

O trabalho bem realizado de Neschling fez a Osesp atrativa até para nomes de maior peso internacional, aptos a continuar e aperfeiçoar a instituição. É parte de uma estratégia para São Paulo projetar-se como metrópole global. Chutando alto (altíssimo) nomes como Mariss Jansons, Alan Gilbert ou Valery Gergiev estarão disponíveis a partir de 2010. Alguém falou em James Levine?

Em tempo:Yan Pascal Tortelier regeu, entre outras peças, a Sinfonia nº3 de Saint-Saêns Aqui, o IV Movimento, Maestoso, com a Filarmônica de Berlim, e James Levine.
Maestoso

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

January 24, 2009   Nenhum Comentário

A Índia é o meu Engov

Numa entrevista, o brilhante ator Luis Gustavo narra primórdios da TV, quando seu Beto Rockfeller ajudava a criar o vício brasileiro por telenovelas. O antiácido Engov era patrocinador da atração e ele receberia uma soma a cada oportunidade em que falasse Engov. Teria sido a primeira ação de merchandising de todos os tempos. Parte do programa era ao vivo e lá ia ele disparando a dizer “Engov, Engov, Engov” num lucrativo improviso, até o truque ser descoberto. Pois a Índia é o meu Engov.

Novelas vão e vem. Era previsível “Caminho da Índias” gerar um interesse pelo país asiático (há controvérsias sobre a Índia ser efetivamente na Ásia, mas assim é no “War”, então está valendo). Antes mesmo do primeiro capítulo ir ao ar, a visitação desse sítio em que vos falo cresceu cerca de trinta por cento, por conta de uma nota aqui publicada, Menu para o Casamento Indiano. Sempre campeã de acessos, tomou agora proporções sensacionalistas. A Índia desperta a curiosidade das fotos de celebridade nuas. Aliada a palavra “casamento” é um Engov antes, outro depois (créditos do jabá podem ir para Luis Gustavo). Casamento indiano, casamento indiano, casamento indiano.

De fato, o casamento é a instituição fundamental da sociedade indiana. No repetitivo cinema local, a.k.a. Bollywood, raro - raríssimo - é o filme sem a peculiar cena do casamento, ou melhor, da dancinha do casamento. E não se trata de alguma dança de acasalemento. Todo prezado filme indiano tem seu momento dancinha, algumas bastante hilárias, com cenários e coreografias de, digamos, gosto exagerado. Isso quando o enredo não é exclusivamente sobre um casal em busca do casamento.

Guardadas diferenças no papel da dança e da música nas tramas, as novelas brasileiras e o cinema indiano circulam sobre o mesmo tema e suas variações. Até as deficiências técnicas são similares. A novela Beto Rockfeller, de Cassiano Gabus Mendes, acabou virando filme, dirigido por Olivier Perroy, com o próprio Gustavo e Plínio Marcos. Dizia o cartaz: “Atenção maridos da alta sociedade, guardem suas mulheres, chegou Beto Rockfeller!”. Seria pouco indicado a platéia indiana.

Em tempo: o depoimento original de Luis Gustavo, eu vi faz muito tempo, creio na TV Cultura. Googlando recentemente, li a entrevista publicada no Estadão, onde ele reconta o episódio.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

January 19, 2009   Nenhum Comentário

Catherine Élise, por Annie Leibovitz

cate-blanchett1

Na Vanity Fair.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

January 14, 2009   2 Comentários

Passárgada não continua linda

Minutos antes da meia noite parou chuva sobre a cidade. Ao som de clássicos de samba entoados por Martinália, foi uma noite bem mais tranquila que das outras vezes. Dois milhões de pessoas, quatro balas perdidas e nenhum morto na orla. Tudo ótimo, exceção feita a escolha do animador do palco principal, berrando pérolas como “já bebi todas, tô doidão!” e “tô a mando do capeta!”, tal num baile funk. Na praia, muitas famílias, crianças, gente de todas as partes, olhando para os céus da cidade.

Tenho ido a Passárgada com frequência nos últimos 15 anos. Para mim sempre foi Passárgada. Evadia da vida burocrática de São Paulo para perambular em chinelos pela Zona Sul. Quatrocentos e cinquenta quilômetros de Passárgada. Não houve uma única vez em que não me entristeceu ir embora, que não ontem.

Ontem eu vi a degradação da cidade. Cada vez que voltava, era sempre perceptível. Agora, tem caráter crônico. O poste caido, ninguém levanta mais. A calçada esburacada, esburacada está. O passeio público entorta mais joelhos que qualquer Garrincha. Entre seus cheiros de maresia, frutos do mar, cerveja e galetos, prevaleceu a urina. Os habitantes dali observam sua cidade esmorecer e fingem não se dar conta. Aplaudem a permissividade tornada estilo de vida, chamando-a de liberdade.

Para os estrangeiros em visita, pouco a pouco Passárgada vai virando uma Mumbai ou Nova Deli. As atrações existirão sempre, mas o turismo será um exercício de terceiro (ou quarto) mundismo. Não somente pela miséria - também latente em São Paulo - mas pela terrível opção pela decadência. Passárgada e os passargadenses não mais se importam com a desgaste. Arriscam ter orgulho. Acreditam na auto-suficiência da impactante beleza geográfica do seu entorno, dos magníficos prédios do tempo do império e da capital federal, dos resquícios de planejamento urbano do espaço público, praticamente os únicos no Brasil.

São Paulo, por outro lado, conseguiu sobreviver a sua própria sequência de gestões fraudadoras e hoje é uma cidade mais bem cuidada, limpa. Mesmo com um trânsito infinitamente complicado, é mais organizada. Mesmo feia e mal acabada, é mais atraente e viva. Mesmo mais conservadora, é mais generosa. Nas últimas décadas, o esforço dos passargadenses para perder seu imenso legado cultural só se compara à movimentação inversa dos paulistas em fazer-se entender em múltiplas línguas. E a simples comparação entre elites políticas e econômicas das duas metrópoles é um despropósito. Nem o reacionarismo tradicionalmente instalado no seio da elite branca paulistana faz frente à leniente e satisfeita parceria dos ricos com a deliquência dos políticos de Passárgada. Satisfeita com o título autoconferido de “Cidade Maravilhosa”, age - ou não age - como se isso fosse suficiente.

O grande problema da miséria é nos acostumarmos a ela.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

January 11, 2009   Nenhum Comentário

Passagem de Ano

Para as boas vindas a 2009, escolhi esse concerto inspirado por um especial sobre Karajan que assisti na TV Cultura.

Desejo a todos uma nova força para o trabalho árduo e passional (paixão dá trabalho), um pouco mais de arrogância detalhista nos vossos amores e uma recarga no individualismo sem culpas, capaz de reger orquestras e recriar as forças da natureza. Um feliz 2009.

Aproveite.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

December 30, 2008   Nenhum Comentário

Sapatada

A sapatada do jornalista iraquiano em W. Bush foi um dos grandes momentos do ano. Quem não adoraria jogar alguma coisa na cabeça do presidente norteamericano é ruim da cabeça ou doente do pé. Diga-se, vale para qualquer presidente. A diferença é o sujeito ter os culhões para as vias de fato.

Agora, digna de nota mesmo, é a classe da escolha do sapato como objeto voador.

Ficamos sabendo, então, não haver humilhação maior do que um sapato voando na sua direção. Diz-se, entre a sola e o chão, só fica sujeira. Uma pérola cultural, essa sapatada.

Mesmo com o esforço da média midia internacional em desmoralizar o mundo islâmico, a riqueza cultural desses povos consegue vazar pelas entrelinhas das notícias. Turcos, sauditas, afegãos, iraquianos a até paquistaneses recebem a incorreta e generalizadora alcunha de “árabes”, como se Buenos Aires fosse a capital do Turcomenistão. Associando imediatamente a palavra “árabe” ao radicalismo e, por extensão, ao terrorismo, os ignorantes desaproveitam as nuances de uma cultura vastíssima espalhada por essa rincão do mundo, berço de civilizações complexas e inspiradoras nas artes, na culinária, também na cultura, na política e, pasmem os néscios, no bom humor e hospitalidade.

Dia desses vi, e recomendo, o brilhante “Neste Mundo”,  de Michael Winterbottom. Sem perder tempo com bobagens politicamente corretas, o filme narra a saga de dois afegãos rumo a Londres e rasga a região de ônibus, caminhão, jipe, lomba de jegue, enfim, do Paquistão à Turquia, mostrando a diversidade cultural envolta em paisagens secas e deslumbrantes desses e daqueles “árabes”.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

December 18, 2008   3 Comentários

Escolhendo palavras

A medida em que as obrigações aumentam, o brilho da oratória de Barack Obama diminui. Claro, ele deve fazer grandes discursos na posse e no congresso. Mas o que vemos nesse momento é um homem escolhendo palavras cuidadosamente, vacilante mesmo, ciente das dificuldades de sua inexperiência em cargos executivos.

Fosse apenas uma questão da construção do discurso, não haveriam senões. Acontece que Obama demonstra estar convencido da necessidade de cercar-se de caras conhecidas e reconhecidas nas áreas críticas do seu gabinete. É desejável, como ele mesmo disse, numa situação de crise como essa, ter por perto pessoas de qualificação e respeito nos mercados. Mas a estratégia de Obama apresenta dois riscos.

Primeiro a criação de diferentes fóruns de aconselhamento, com multiplicidade de visões e egos pode criar situações embaraçosas em pouco tempo. Quem afinal, manda em quem? Quem é mais amigo do rei? Será, sem dúvida, um desafio intelectual para o novo presidente domar a fauna de mentes brilhantes com quem ele pretende se consultar. Ele parece querer compensar sua própria experiência com o currículo alheio. Para um acadêmico, ter a sua disposição tamanha massa crítica é um prazer. Para um presidente, pode ser perda de tempo.

A segunda questão será responder aos anseios por mudança que ele incutiu na cabeça do eleitorado. É certo que o presidente-eleito vem avisando das dificuldades, conforme suas palavras, que a situação vai piorar antes de melhorar. E apenas os tolos - contra ou favor - imaginaram que com a eleição do “primeiro negro”, os EUA deixariam de ser os EUA. Ao mudar, por exemplo, o foco dos militares para o Afeganistão, os EUA continuarão impondo seus preceitos geopolíticos. E as imagens da violência da guerra de Obama não serão menos horrendas do que as das guerras de Bush.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

November 29, 2008   Nenhum Comentário

Em defesa de W.Bush

Como tudo que vem em ondas, uma leva de cronistas supostamente independentes provoca seus leitores com o indefensável. Bem menos interessantes do que os malabarismos retóricos de Jacques Vergès, o polêmico advogado francês conhecido por defender terroristas nos tribunais e retratado no ótimo documentário “O Advogado do Terror” de Barbet Schroeder, alguns comentadores resolveram que é chegada a hora de defender George W. Bush.

É bastante claro nesse momento que Bush encerrará seu mandato com uma das piores avaliações da história. Se a guerra do Iraque, cuja exposição de motivos foi construída sobre uma falácia - a existência de armas de destruição em massa - parece de fato estar chegando ao fim, é bastante improvável reconhecer alí o surgimento uma república estável, laica e pró-ocidente. Muito menos uma democracia. Os avanços na contenção da violência, ao contrário do pretenso resultado positivo do surge tão defendida por John Mccain, deve-se sim ao derramamento de dinheiro - legal e ilegal - para conquistar as elites locais, antes apaziguadas por Saddam Hussein. Nesse aspecto, se as coisas encaminharem bem no Iraque, W. Bush ficará no máximo com o troféu “A História me Absolverá”.

Em relação à crise econômica, é bem verdade que ela foi gestada no governo Clinton. Mas suas raízes republicanas foram plantadas por Ronald Reagan, e W. Bush, desde o início de seu primeiro mandato já dispunha dos sinais de que a tal “bolha sub-prime” estouraria um belo dia. Empurrou com a barriga imaginando que ela poderia estourar no colo do próximo presidente, ao mesmo tempo em que aumentava gastos militares e do próprio governo. Fica difícil isentá-lo de suas responsabilidades.

Agora, os comentadores pró-Bush citam seu programa presidencial de ajuda a África na questão da AIDS/DST. Há uma diversidade de equivocos no forte viés ideológico que norteou a Casa Branca nos últimos 8 anos. Mesmo que os valores - estima-se na casa de 25 bilhões de dólares - sejam bem superiores se comparados a qualquer outro programa presidencial fora dos EUA e reconhecendo-se que, para quem está à mingua, qualquer ajuda é ajuda, o programa em si não resiste a uma análise mais aprofundada.

Via de regra, quando essas cifras milionárias, nesse caso bilionárias, são direcionadas para países em situação crítica ou catastróficas, apenas pequena parte chega efetivamente ao destino. A grande bolada fica com as grandes corporações fornecedoras de suprimentos, logística ou transporte e com os consultores e funcionários das organizações multilaterias, em sua maioria origem européia, norte americana ou japonesa. Os bilhões convertidos em ponto de dose de remédios diminuem o problema mas não dão um único passo em direção a autosuficiência, a criação de uma infraestrutura capaz de uma solução real da crise.

A política de Bush para a prevenção da AIDS se dá no campo moral, imoralmente. Há um exercício teológico de convencer, por meio de benesses financeiras, pela abstinência sexual. Alguns informes dão conta inclusive da falta de camisinhas nas regiões onde o programa presidencial foi posto em prática, como parte da estratégia de convencimento.

O programa não contempla uma discussão sobre a questão da quebra de patentes dos retrovirais e permissão de instalação de plantas capazes de suprir esses mercados com produção local. Igualmente, é a importação de remédios das detentoras das patentes, a peso de ouro, que deu-se a parte mais eficiente do projeto, justamente a do assistencialismo puro, ou seja, o tratamento dos já infectados. É irrecusável a tentação de não imaginar uma lógica perversa na desproporção da não escolha da prevenção com camisinhas, produtos baratos e de baixa tecnologia, em favor do tratamento pós-infeção com remédios caros vindos diretamente da matriz.

Mohammed Yunnus no seu livro sobre a experiência na implantacão do microcrédito em Bangladesh, revela em determinado momento sua recusa em receber algumas dezenas de milhões de dólares da banca internacional, exatamente porque esses recursos estariam atrelados à mudança da politica de crédito a pequenos tomadores que ele havia implantado. Na prática, a banca via uma oportunidade em eliminar aquelas práticas financeiras exóticas, chantageando com dinheiro numa situação de calamidade pública.

Na experiência de Yunnus, os recursos iriam direto para a base da pirâmide, sem que os sábios de gravata fossem solicitados com seus indefectíveis powerpoints para revelar os segredos da magia financeira, passados por seus mestres do MBA. Yunnus e Bangladesh naquele momento ficaram sem a grana dos bancos internacionais e aquela temporada de enchentes foi bem mais difícil do que poderia ser. Mas o banco de Yunnus sobreviveu e continua a emprestar seus trocados.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

November 28, 2008   Nenhum Comentário

Cidade Limpa, no ROJO®Artspace/POP

Escrevi um post aqui, em setembro de 2006, logo após a aprovação da Lei Cidade Limpa, ainda duvidando se a lei entraria realmente em vigor. Hoje é possível verificar que não só a lei “pegou” como a população entendeu a importância de organizar o espaço público, não apenas por uma questão estética, mas porque ela não está condenada a viver numa cidade feia e inóspita, como se fora um fato da vida.

O Projeto Cidade Limpa rodou o mundo muito por causa das imagens de Tony de Marco, documentando a retirada dos luminosos. Tenho dificuldade, e talvez não saiba citar alguma outra vez em que São Paulo ou mesmo o Brasil fosse reconhecido tão elogiosamente por um ato de civilidade. E esse talvez seja o ponto mais importante desse movimento. O reconhecimento pela sociedade de que uma política pública pode ser efetiva, mesmo enfrentando interesse consolidados.

”Esqueletos” de outdoors em exposição em SP
Lei Cidade Limpa inspirou fotos
por Vitor Hugo Brandalise, n’O Estado de São Paulo

Cada vez que cruzava a Avenida 23 de Maio, o artista plástico Tony de Marco se sentia no meio de um “corredor polonês publicitário”. Com formação de tipógrafo, sentia culpa pelas placas e outdoors que o sufocavam. “Isso pelo tempo que contribuí com agências de propaganda.” Ao saber da Lei Cidade Limpa, viu uma oportunidade de expiar os pecados - mas percebeu que ela se tornaria sua galinha dos ovos de ouro.

Nos primeiros dias pós-Cidade Limpa, em abril de 2007, ele fotografou “esqueletos” de outdoors. A princípio, tirou cinco fotos. “Mostrei para um amigo e ele me aconselhou a colocar no Flickr (álbum de fotos virtual). Então o negócio explodiu.” Nas duas semanas seguintes, tirou outras 55.

Um ano e meio depois, as fotos já foram expostas no Design Museum de Londres e no Cassino Forum d?Art Contemporain, de Luxemburgo. Foram publicadas em revistas, jornais e calendários de 11 países. E, desde a semana passada, estão expostas em sua terra natal, na galeria Pop/Rojo (Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros) até 6 de dezembro, na mostra São Paulo No Logo.

Na mostra, a obra é dividida em quatro temas: fachadas descaracterizadas após a retirada dos outdoors; esqueletos contra o céu azul; letras retiradas, mas legíveis por causa da sujeira; e publicidades “gigantes”. Há fotos de estruturas que muitos já viram, mas provavelmente não se deram conta. Um bingo, perto do Metrô Santa Cruz, que retirou as cinco estrelas da fachada, mas cujos contornos seguem lá. O muro de tijolos que circunda a estação da Eletropaulo na Rua Francisco Cruz, Vila Maria - antes tapado por um outdoor de 30 metros. E um outdoor na Radial Leste entre duas bananeiras - foto publicada em revistas de Inglaterra, Alemanha e Malásia - e uma placa oval na Rubem Berta, no canto esquerdo da foto, para ressaltar o céu.

“Percebi que tive sucesso quando vi que foram publicadas em dois extremos: no calendário da Adbusters, ONG tida como contrária a qualquer tipo de publicidade, e na Advertising Age, a bíblia da propaganda norte-americana”, conta o artista, cuja maior fonte de renda no ano passado veio das fotografias - e os pedidos continuam: vendeu fotos à National Geographic e à revista da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Na exposição, suas fotos - ampliadas em três tamanhos, 40 x 30 cm, 50 x 37,5 cm, 50 x 50 cm - custam entre R$ 1,2 mil e R$ 2,5 mil.

ROJO®Artspace/POP

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

November 13, 2008   Nenhum Comentário

Eles pixam, tu pixas, eu pixo

Uma polêmica gasta tinta em alguns jornais paulistanos e, me dizem, chegou ao Fantástico.

Supostamente “pixadores” e “grafiteiros” estranham-se após anos de convivência pacífica nas paredes da cidade. Aqui e ali pululam manifestações dos primeiros indignados contra a guinada “comercial” dos segundos. Arriscam que os grafiteiros, no afã de virarem artistas, venderam-se às galerias. Assim, argumentam, os artistas de verdade são os pixadores, pois que transgressores e resistentes.

À parte a pretensão autoritária de julgar - e “atravessar” - o trabalho alheio, é uma discussão falsa de saída. Considerar um pixador “artista” é o mesmo que pretender que um sujeito que tira rachas de carro seja um piloto de Fórmula 1. Tratar vandalismo com pinceladas adolescentes como um movimento artístico é, no mínimo, um exagero.

Pior, há um componente reacionário na suposição de que a trangressão, ou quem sabe, a resistência, seja um ato heróico em si. Antiquado como manifesto, se fosse artístico, estéticamente repetitivo, se fosse uma linguagem e, mais do que nada, uma bobagem sem tamanho.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

November 11, 2008   1 Comentário

“Guerra dos mundos”, 70

por Jens Teschke (gh), via Deutsche Welle

Parecia uma noite normal, naquele 30 de outubro de 1938, até que a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. A “notícia em edição extraordinária”, na verdade, era o começo de uma peça de radioteatro, que não só ajudou a CBS a bater a emissora concorrente (NBC), como também desencadeou pânico em várias cidades norte-americanas. “A invasão dos marcianos” durou apenas uma hora, mas marcou definitivamente a história do rádio.

Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês Herbert George Wells, o programa relatou a chegada de centenas de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover’s Mill, no Estado de Nova Jersey. Os méritos da genial adaptação, produção e direção da peça eram do então jovem e quase desconhecido ator e diretor de cinema norte-americano Orson Welles. O jornal Daily News resumiu na manchete do dia seguinte a reação ao programa: “Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos”.

Pânico coletivo

A dramatização, transmitida às vésperas do Halloween (dia das bruxas), em forma de programa jornalístico, tinha todas as características do radiojornalismo da época, às quais os ouvintes estavam acostumados. Reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas… Tudo dava a impressão de o fato estar sendo transmitido ao vivo. Era o 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas no Radioteatro Mercury por Orson Welles.

A CBS calculou, na época, que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade o sintonizou quando já havia começado, perdendo a introdução que informava tratar-se do radioteatro semanal. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditou ser um fato real. Desses, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefônicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos causados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo.

O medo paralisou três cidades e houve pânico principalmente em localidades próximas a Nova Jersey, de onde a CBS emitia e onde Welles ambientou sua história. Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores também em Newark e Nova York. A peça radiofônica, de autoria de Howard Koch, com a colaboração de Paul Stewart e baseada na obra de Wells (1866-1946), ficou conhecida também como “rádio do pânico”.

Precursor da ficção científica moderna

O roteiro fora reescrito pelo próprio Welles (1915-1985). Na peça, ele fazia o papel de professor da Universidade de Princeton, que liderava a resistência à invasão marciana. Orson Welles combinou elementos específicos do radioteatro com os dos noticiários da época (a realidade convertida em relato).

Herbert George Wells, por sua vez, foi um dos precursores da literatura de ficção científica. O livro A Guerra dos Mundos, publicado em 1898, era uma de suas obras mais conhecidas, tendo Londres como cenário. Ele escreveu num estilo bastante jornalístico e tecnologicamente atualizado para sua época. A transmissão de A Guerra dos Mundos foi também um alerta para o próprio meio de comunicação “rádio”.

Ficou evidente que sua influência era tão forte a ponto de poder causar reações imprevisíveis dos ouvintes. A invasão dos marcianos não só tornou Orson Welles mundialmente famoso como é, segundo cientistas de comunicação, “o programa que mais marcou a história da mídia no século 20″.

Ouça a gravação aqui.

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

October 30, 2008   1 Comentário

Mozart para o sábado

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

October 25, 2008   Nenhum Comentário

Debates de nadas

Debates políticos estão cada vez mais chatos. A culpa é dos personagens. Política é teatro e não existem grandes peças sem personagens interessantes. Nos EUA, Obama não convence no palco. É um grande orador de teleprompter. Nos dois primeiros embates com McCain ficou no máximo empatado. E o republicano é sem graça e tem péssima dicção. O mesmo aconteceu no debate entre vices, mesmo com a melhor performance de Sarah Palin e Joe Binder. A governadora do Alaska tem o mérito de render as interpretações hilárias de Tina Fey no Saturday Night Live. Foram os melhores momentos da campanha americana. Por sinal, os comediantes americanos deviam agradecer diariamente aos republicanos e, especialmente, a John McCain. Sua primeira decisão presidencial, a escolha do vice, não poderia ser melhor. Para o anedotário político. E dizem, ela será o futuro dos republicanos. Incrível.

[Leia mais →]

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

October 21, 2008   Nenhum Comentário

A geração bônus

A crise está aí, bem instalada na sala de jantar das famílias, acompanhada dos especialistas descortinando os segredos da derrocada do sistema financeiro e suas consequências para o futuro do capitalismo. Meu plecaro amigo Maurício Barbieri manda o texto publicado por Dani Rodrik, professor de economia política na Escola de Governo John F. Kennedy, na Universidade Harvard. Diz ele:

O problema é que não há escassez de suspeitos. Terá sido o problema criado por financeiras imobiliárias inescrupulosas que inventaram termos creditícios - como juros “sedutores” e penalidades por pré-pagamento - o que levou tomadores de empréstimos desavisados a uma armadilha de endividamento? Talvez, mas essas estratégias não fariam sentido para os emprestadores, a menos que eles acreditassem que os preços das casas continuariam a subir.

[Leia mais →]

Divida e Aproveite:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Technorati
  • Live
  • E-mail this story to a friend!
  • TwitThis

October 19, 2008   Nenhum Comentário